Máquinas Elétricas

A termografia infravermelho tem-se mostrado uma técnica eficaz no diagnóstico de motores e geradores elétricos quando aplicada de forma correlacionada com outras técnicas, tais como, análise de corrente, fluxo magnético, vibração, entre outras.

Em motores elétricos, a termografia infravermelho atua nos diagnósticos tanto de falhas potenciais elétricas, bem como, de falhas potenciais mecânicas.

Para os diagnósticos de falhas potenciais elétricas, a termografia infravermelho parte do princípio de que a diferença entre a potência aparente (kva) da máquina em relação à potência ativa (kw), é dissipada na carcaça da máquina na forma de temperatura, através de efeito joule. Essas análises termográficas são tanto qualitativas quanto quantitativas e permitem ao usuário acompanhar o envelhecimento da máquina, bem como, diagnosticar outras falhas decorrentes de curto-circuito parcial entre espiras, falha parcial de isolação, etc.

Para os diagnósticos de falhas potenciais mecânicas, a termografia infravermelho deve ser aplicada em inspeções dos mancais/rolamentos de forma sincronizada com os planos de análise de vibração. Outra aplicação que vem se mostrando eficaz é a análise e avaliação termográfica de eficiência de trocadores de calores de motores e geradores.

No entanto, é de fundamental importância que os laudos termográficos sejam analisados sob a variável tendência, bem como, correlacionadas com outras variáveis colhidas da máquina, isto é, análise por multi-parâmetros.

Apesar da termografia infravermelho ser, a princípio, uma técnica auto-explicativa, é de fundamental importância que na elaboração do plano de inspeções seja formalmente implantado um modelo de gestão.

O modelo gestão aqui apresentado tem como premissa básica a detecção de falhas em potencial com características térmicas, no seu processo de inicialização, quando ainda não representa riscos significativos à máquina.